Texto: Cristina Rios
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Com políticas voltadas à desburocratização e ao estímulo doempreendedorismo, Curitiba registrou um aumento de 13% na abertura de
novas empresas em 2025, na comparação com o ano de 2024. Foram 79.677
novos negócios formalizados no ano passado, frente a 70.775 em 2024,
segundo levantamento da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento.
Os bairros mais procurados para a abertura de empresas
foram Cidade Industrial de Curitiba (CIC), Centro, Sítio Cercado e
Cajuru, concentrando boa parte dos novos empreendimentos.
Para o prefeito Eduardo Pimentel, os números refletem uma política pública
voltada à criação de um ambiente favorável aos negócios.
“Curitiba se consolida como uma cidade amiga de quem empreende, aqui
facilitamos a vida de quem gera empregos. Em 2026 vamos avançar com o
programa Facilita Mais, que entra em vigor em fevereiro e dobra o número
de atividades consideradas de baixo risco para a abertura de empresas.
Governo bom é aquele que fomenta, que ajuda quem investe”, afirma.
O decreto número 2.350, assinado pelo prefeito em novembro do
ano passado, aumenta, a partir de fevereiro, de 606 para 1.200 as
categorias empresariais dispensadas de alvarás e licenças para operar. O
novo decreto regulamenta a Lei de Liberdade Econômica (13.874/2019),
considerada um marco para a desburocratização e modernização do ambiente
de negócios. Com o novo decreto, empresas classificadas
como de baixo risco podem iniciar as atividades imediatamente após a
consulta de viabilidade e a autodeclaração, sem a necessidade de
licenças sanitárias ou outros documentos prévios.
“A burocracia sempre foi um dos principais entraves ao empreendedorismo
no Brasil. O poder público precisa atuar como indutor do desenvolvimento
econômico, e é isso que estamos fazendo, com resultados concretos, aqui
em Curitiba”, destaca o secretário municipal de Planejamento, Finanças e
Orçamento, Vitor Puppi.
Setores em destaque
Segundo levantamento da secretaria, os setores de serviços mais
procurados para abertura de empresas foram: apoio técnico e contábil,
com 22.365 aberturas em 2025; construção e engenharia (6.006);
assistência técnica (5.889); saúde e assistência médica (5.094);
educação, treinamento e ensino (4.739).No setor de
comércio, destaque para varejistas de artigos de vestuário e acessórios
(1.454), alimentos (1.046); lanchonetes, casas de chá, de sucos e
similares (832); restaurantes similares (667) e padarias e confeitarias
(521).
Mais agilidade
Mesmo ainda sem o impacto do Facilita Mais, Curitiba vem colhendo os
resultados de uma política voltada para a desburocratização nos últimos
anos. A gerente de cadastro da Secretaria de Planejamento, Finanças e
Orçamento, Evelize Tarasiuk, ressalta que o município vem avançando há
anos na simplificação de processos. Entre as medidas adotadas estão a
adesão à Redesim, a revisão de legislações, o processamento eletrônico
de dados, a integração entre órgãos e a implantação da classificação de
risco.
Ampliação do número de atividades enquadradas na lei de
liberdade econômica – em 2022 o número de segmentos enquadrados passou
de 545 para 606 – e simplificação de processos, tornando eletrônicas
etapas que antes demandavam a ida do empreendedor até a Prefeitura, são
outros fatores que contribuíram para o resultado.
Mais rápida
Atualmente Curitiba também se destaca como a capital mais rápida do
País para a abertura de empresas, segundo o Mapa das Empresas,
levantamento que é realizado pelo governo federal. No segundo
quadrimestre de 2025 (último dado consolidado disponível), o tempo médio
para formalização de um negócio na cidade foi de apenas duas horas —
90% mais rápido que a média nacional, de 21 horas.
A capital paranaense divide a liderança com Aracaju (SE). Na
sequência aparecem Recife (PE), Porto Alegre (RS), Vitória (ES) e
Florianópolis (SC), com tempo médio de três horas.

